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Proibição do uso de celulares por empresas

Quando um empregador contrata seu funcionário, está adquirindo horas definidas por lei.

Essas horas são vendidas pelos funcionários sob o nome de salário.

Assim, a partir do momento em que o funcionário vende suas horas à empresa, entregar o produto vendido é um pressuposto básico.

Salvo quando utilizado como ferramenta de trabalho, o aparelho celular é um instrumento de uso particular.

Assim, ao utilizá-lo no decorrer da jornada de trabalho, o funcionário estará se dedicando a seus interesses e não aos da empresa, deixando de entregar o que a ela vendeu.

Além disso, se a lei nos proíbe o uso do aparelho celular quando dirigimos, sob risco de a desatenção causar algum acidente, evidentemente seu uso em qualquer outro lugar tira a atenção.

Em trabalhos manuais e rotineiros, o uso do celular é elemento que potencializa a ocorrência de acidentes de trabalho.

Já no caso de trabalhos de ordem intelectual, a perda do foco leva ao que conhecemos por desperdício.

Seguindo o caminho das grandes Empresas proibir o uso de celulares particulares no horário de expediente faz todo o sentido.

Carlos Alberto Pompeu de Toledo Soares

carlos@gcapts.com.br

O empresário e o consumo consciente do crédito

Entrar numa agência bancária, ter cartão de crédito, ou abrir uma correspondência e deparamos com propaganda oferecendo facilidades para o crédito.

Portanto, não precisamos mais sentar à frente do gerente do banco para justificar as razões de nossa necessidade.

Tomar empréstimos está na ponta de nossos dedos, por isso, pode se tornar uma atitude impulsiva e extremamente danosa.

Tomar o dinheiro resolve de imediato o que nos incomoda, o desconforto financeiro.

Porém, isso oculta ou desvia do foco do importante. Descobrir e resolver o que gera a falta do dinheiro.

Por que o dinheiro não tem sido suficiente?

Rashi, rabino francês que viveu no século X, alertava: os juros cobrados no empréstimo são como picadas de cobra.

Como consultor especializado na recuperação de micro e pequenas empresas com dificuldades financeiras, tenho visto o estrago que o dinheiro fácil faz, até mesmo a pessoas que nada tem de desavisadas.

Acima de tudo, buscamos as causas das dificuldades financeiras das empresas que nos contratam, verificamos as questões de mercado, do produto, do preço e da forma de gestão.

Em mais de 50% dos casos, o que descobrimos é um grau de endividamento alto e que, as vezes, chega ao descontrole e compromete a continuidade da empresa.

Razões mais comuns de endividamento

As razões comuns são bem diferentes das imaginadas pelos dirigentes. Por exemplo, a aquisição de automóveis financiados para uso do proprietário da empresa.

Compra de máquinas para atender a uma demanda de produtos que nunca existiu.

Retiradas de sócio num montante correspondente à necessidade da pessoa física, independentemente de sua capacidade de geração da riqueza.

Novos empréstimos contraídos em volume cada vez maior com a intenção de honrar empréstimos anteriores.

Poucos se sentam para estudar e avaliar o que não tem dado certo e como corrigir. Consequência: Conhecerão a essência do dito pelo também francês La Bruyére: “O aborrecimento entrou no mundo pela mão da preguiça.”

A utilização do crédito de terceiros é compreensível quando tratamos de soluções para problemas inesperados de curto prazo ou de aumentar a capacidade de investimento, desde que, os retornos considerem todos os custos inerentes à operação.

Na era do empréstimo fácil,quando, como se diz por aí, empurramos o problema com a barriga, numa nunca realizável expectativa de que ele se resolva por si mesmo, alimentamos, consequentemente, a ciranda dos lucros bancários e conseguimos aumentar a potência de nossa “dor de barriga”.

Consciente, por definição, é aquele que tem ciência, conhece bem o que faz ou o que deve fazer. Conclusão, o consumo consciente de crédito é aquele que serve para resolver problemas.No entanto, nunca para afastar seus sintomas.

Carlos Alberto Pompeu de Toledo  011-3382-1375

carlos@gcapts.com.br

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Uma escolha muda o futuro

Uma das dificuldades do ser humano com que deparamos na vida são pessoas que vivem com constância a ansiedade que é fruto do medo que temos de sermos responsabilizados se errarmos ou de que venhamos a sofrer por nossas próprias escolhas.

Escolher é preferir, eleger, achar melhor, fazer uma seleção entre algumas coisas, optar. Parece simples mas não é. Junto à escolha vem a dúvida. A consciência de que somos seres falíveis faz com que não confiamos plenamente em nossas escolhas, o que gera a ansiedade. Quando constante, ela acaba inibindo outras futuras escolhas num processo vicioso. Lidamos muito mal com a necessidade assumir a responsabilidade de nossos próprios erros, o que deveria ser algo comum se compreendêssemos que somos seres em aprendizado constante. É por isso que o mundo moderno valoriza quem tem maior facilidade para escolher caminhos. São pessoas com menor medo de errar ou menos dúvidas.

Fugir das escolhas? Impossível. Mesmo quando teimamos em postergá-las, estamos escolhendo pelo continuísmo. Ou seja, é inerente ao ser humano fazer escolhas. Jessamyn West, escritora americana deu uma definição que julgo fantástica sobre o assunto: “Você faz o que parece ser uma simples escolha: escolhe um homem, um emprego, ou um bairro – e o que você escolheu não é um homem, um emprego, ou um bairro, mas uma vida.” Está claro que nos fazemos a partir das escolhas feitas por nós mesmos.

Não se esconda do erro

Aprendemos com o erro, mas a dificuldade para assumir a responsabilidade por nossas más escolhas dissemina na vida social outro mal, chamado de culpa. Como não saboreamos ver nossos erros, sempre procuramos alguém a quem culpar. O governo, os bancos, outras pessoas, funcionários. Raramente surpreendemos a culpa onde ela está – grande parte das vezes, em nós. William Jennings Bryan definia: “Destino não é uma questão de sorte, mas uma questão de escolha; não é uma coisa que se espera, mas que se busca.” Assim, se pretendemos mudar o nosso futuro, temos que parar de nos esconder do erro ou da culpa, e isso só depende de nós. Quando erramos adquirimos a experiência para não repetir a falha no momento presente, e o momento presente é sempre o tempo de outra escolha e de ação. Concordo com Dan Miller: “Às vezes, o maior risco é não se arriscar”.

Muitos vivem num comodismo. Não pensar com cuidado e abrangência nas suas escolhas e, por isso mesmo, erram. São os que vivem constantemente numa profecia auto-realizável. De tanto medo de escolher mal, escolhem mal.

Nossas escolhas mudam nosso futuro, de sorte que viveremos nossas escolhas. Por essa razão devemos nos ocupar mais em avaliar as opções que temos e como elas impactarão em nossas vidas. Afastar o comodismo de escolhas que parecem mais fáceis e buscar escolhas racionais que nos reforcem a confiança afastando a ansiedade.

Ser consciente é re-significar isso dentro de nós. Compreendendo que, nesse caso, consciência é sinônimo de escolha.

Carlos Alberto Pompeu de Toledo

011-3382-1375   carlos@gcapts.com.br

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O que os jovens procuram

O que sai de cena?

Segundo uma pesquisa da Cia dos Talentos com 39 mil universitários e recém-formados no Brasil, Argentina e México, os jovens buscam nas empresas um bom ambiente de trabalho, desenvolvimento profissional e qualidade de vida. Portanto, três buscas muito subjetivas. São novas riquezas que esperam estes trabalhadores do futuro. Sai de cena o dinheiro, a visibilidade, o poder. Será?

Antes de tudo, é melhor definir com exatidão o que vem a ser a palavra riqueza. Riqueza não é ter muito dinheiro. Riqueza é tudo aquilo que toca o nosso coração. Posso ser rico em saúde, rico em idéias, rico em amigos – e posso também ser rico em posses, se isso toca meu coração.

Alimente sua riqueza

Invariavelmente quem monta um negócio busca alimentar alguma riqueza. Consequentemente, quem vai trabalhar nesse negócio quer, também, alimentar suas riquezas. Há empresas que se preocupam pouco com o lucro em reservas financeiras, mas fazem questão de investir qualquer destas sobras na visibilidade do negócio ou de seus sócios. A riqueza aí intrínseca é a visibilidade.

Como vemos, nossos jovens estão certos ao procurar esse equilíbrio interior que nos aproxime do que se chama de felicidade mas, esperam que a empresa lhes forneça essa conquista, o que nunca ocorrerá.

Se os jovens buscam isso nas empresas vão se iludir até o dia em que compreenderem que somente eles mesmos têm a capacidade de conquistar esse equilíbrio. Vale a citação do filósofo Huberto Rohden: “Nunca farei depender a minha felicidade de algo que não dependa de mim”.

Bom ambiente de trabalho

Querer um bom ambiente de trabalho por si só não é uma riqueza. A harmonia no ambiente de trabalho é somente coadjuvante. Sentir-se bem com o trabalho em geral, sentir-se satisfeito, isso sim é uma riqueza. Nisso o ambiente externo tem pouca interferência.

Para sentir-se bem com o trabalho e no trabalho é fundamental que a pessoa esteja de bem consigo mesma. Quem não está bem consigo pode estar no melhor ambiente que, ainda assim, não estará bem. Filosoficamente isso é ainda mais complexo, uma vez que um bom ambiente para um não é, necessariamente, um bom ambiente para outro, ainda que geograficamente estejamos falando do mesmo local.

Desenvolvimento profissional

Desenvolver é aumentar as capacidades intelectuais ou progredir. É óbvio que quando se fala em desenvolvimento profissional, não estamos tratando somente da aquisição de conhecimentos, mas, muito mais, da capacidade em receber salários maiores. Ou seja, o dinheiro não sai de cena.

Qualidade de vida

Ter qualidade de vida envolve estar bem física, mental, psicológica e emocionalmente, manter relacionamentos sociais, educação e poder de compra. O trabalho em si fornece somente a capacidade de compra. As demais características para se ter qualidade de vida independem do trabalho e, portanto, independem da empresa.

Temos uma enorme dificuldade para compreender melhor as questões mentais, psicológicas e emocionais. Não aprendemos isso na escola. Esta compreensão vem de aprender consigo mesmo e com o exemplo que os outros nos fornecem em diversas situações de nossas vidas.

Posso dizer-me jovem, afinal, meus desejos são literalmente os mesmos de um recém-formado. O que nos diferencia é que procuramos saciar estes desejos em lugares diferentes.

Carlos Alberto Pompeu de Toledo

011-3382-1375   carlos@gcapts.com.br

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