Eterno recomeço

Eterno recomeço

Constantemente nossas mentes são direcionadas a conviver com catástrofes de ordens diferentes.

Deslizamentos de terra, usinas engolindo cidades, a violência. Em outras palavras, sofrimentos, perdas de entes e de bens, destruição. Depois disso, só nos resta pensar melhor sobre a vida.

São tragédias que revelam algo pior que começar do zero: o recomeçar faltando muita coisa. Gente, parentes, amigos, ordem, ânimo – e vai por aí.

São como as crises, que aparecem como o vento e, da forma que vêm, vão, mas nunca sem deixar a marca de sua passagem.

Thomas Edison, aos 67 anos (ainda homem ativo), foi chamado às pressas, pois sua fábrica ardia em chamas.

Segundo seu filho, o fogo consumiu absolutamente toda a fábrica, carregando o trabalho de uma vida.

As calamidades tem o seu valor

No dia seguinte, literalmente o rescaldo de uma vida, o famoso inventor, revendo o que restara, refletiu:

“As calamidades têm seu valor. Todos os nossos erros pegaram fogo. Graças a Deus, podemos começar de novo.”

Em outro momento, o não menos famoso Henry Ford arrematou: “O fracasso é a chance de se começar de novo, com mais inteligência.”

Em nosso micro-universo do “eu”, temos também nossos tsunamis, conflitos e deslizes que, às vezes, nem são tão grandes como imaginamos. Mas fazem lá o seu estrago.

Como vivemos em sociedade, entretanto, temos a oportunidade de aprender com os exemplos da vida de outras pessoas.

Com isso, conseguimos reconstruir, também, nossos conceitos e ações. Quando comparamos estes acontecidos com nossa vida, reconhecemos:

Quantas vezes entramos em pânico por coisas pequenas?

Por quantas bobagens perdemos noites de sono?

Quanto medo temos de não arregimentar forças se uma tragédia nos levar embora o emprego, o dinheiro, os bens, ou parentes?

Temos tanta pena de nós mesmos que detemos a força de reação que existe dentro de nós e turvamos nossa capacidade de reconhecer, efetivamente, o que somos e do que somos capazes.

No trabalho, quantas vezes assistimos ao desespero tomar conta de toda uma empresa, do patrão ao empregado, tímidos e sentindo-se injustiçados quando são na verdade chamados ou compelidos a agir?

Dentro de casa, quantos momentos de insônia, preocupação e sentimento de incapacidade vivemos, no relacionamento, na educação dos filhos e na própria vida, sem notar que se fez outro momento de agir?

A lei é antiga, de Lavoisier: “Na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma.”

Fazemos exaustivamente outra vez

Começar de novo faz parte da vida. Faz com que nos transformemos e nos esqueçamos disso.

Reiniciamos de novo todo dia de manhã, vamos nos alimentar novamente após cada refeição, nos lavamos outra vez, nos vestimos de novo, enfim, fazemos tudo novamente como se fosse a primeira vez.

Só que a cada vez com mais experiência ao fazê-lo.

É hora de notarmos que somos seres criados para começar de novo, sempre. Por isso, ao invés de culpar aos negócios que estão difíceis ou aos relacionamentos complicados, devemos parar de reclamar e por mãos à obra do recomeço. Por mais difícil que se faça a paisagem e por maior que pareça o desafio.

A natureza tem voltado seus holofotes para isso. Já foi assim no passado com exemplos como o da própria potência chamada Japão, que é a mesma terra antes destruída pela Segunda Guerra Mundial (e reconstruída pela sua população) ou, de uma mundialmente famosa Honda Motors, que viveu dias de fracasso em situação de insolvência por três vezes, reagiu e hoje é uma corporação robusta.

Paro por aqui. Afinal, eu e você temos coisas urgentes a recomeçar.

Carlos Alberto Pompeu de Toledo  011-3382-1375

Carlos@gcapts.com.br

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